Pierre and Marie Curie trabalhando em seu laboratório

Uma breve história da Medicina Nuclear

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O Início

Tudo começou em 8 de novembro de 1895, quando Wilhelm Conrad Roentgen descobriu os Raios-X, abrindo as portas para um universo invisível, mas de imenso potencial. Rapidamente, grandes mentes como Marie Curie, Pierre Curie e Henri Becquerel mergulharam nas propriedades da radioatividade, lançando as bases para o que se tornaria a medicina nuclear.

Pierre and Marie Curie trabalhando em seu laboratório
Pierre and Marie Curie trabalhando em seu laboratório

Produtos Radioativos

Em meio à empolgação e ao desconhecimento inicial sobre a radioatividade, produtos como o Radithor, água radioativa, eram comercializados sem qualquer controle quanto à segurança ou comprovação de eficácia, prometendo curas milagrosas e benefícios à saúde.

Frasco de água radioativa Radithor
Radithor era um medicamento patenteado radioativo, um tônico de água destilada com infusão de Rádio (Rádio-226 e Rádio-228), que foi popular na década de 1920.

Esse tipo de produto representava um grave problema de saúde pública, destacando a importância da pesquisa científica e da regulamentação para a segurança dos pacientes. Essa lição histórica levou ao desenvolvimento de regulamentações mais rigorosas sobre medicamentos e produtos radioativos.

Lata antiga de terra radioativa
Medicamento à base de terra radioativa vendido no início do séc. XX.

O Alvorecer da Medicina Nuclear

Em 1945, laboratórios como Oak Ridge National Laboratory anunciou a disponibilidade de radionuclídeos para o setor privado. No entanto, foi a Abbott Laboratories que deu o próximo grande passo ao transformar esses radionuclídeos em radiofármacos, preparados especificamente para uso médico, tornando-se uma das primeiras produtoras comerciais no mundo. Em 1950, o Iodo-131 foi o primeiro radiofármaco amplamente disponível no mercado, abrindo novas possibilidades para a medicina nuclear.

Dr. Saul Hertz e sua colega Doris Darby
Dr. Saul Hertz e sua colega Doris Darby demonstrando a operação de um aparelho para medir a quantidade de iodo radioativo absorvido pela tireoide de um paciente.

Tecnécio-99m

Em 1957 foi desenvolvida a tecnologia dos geradores de molibdênio-99/tecnécio-99m (99Mo/99mTc) pelo Brookhaven National Laboratory. O 99mTc possui meia-vida de apenas 6 horas e energia gama (140 KeV) ideal para imagem. Isso permitiu que hospitais e clínicas gerassem seu próprio 99mTc no local, democratizando o acesso e impulsionando o desenvolvimento da Medicina Nuclear.

Cientista trabalhando no laboratório Brookhaven
Em 1957 foi desenvolvida a tecnologia dos geradores de molibdênio-99/tecnécio-99m (99Mo/99mTc) pelo Brookhaven National Laboratory. O 99mTc possui meia-vida de apenas 6 horas e energia gama (140 KeV) ideal para imagem. Isso permitiu que hospitais e clínicas gerassem seu próprio 99mTc no local, democratizando o acesso e impulsionando o desenvolvimento da Medicina Nuclear.

Medicina Nuclear no Brasil

Em 1956, com a criação do Instituto de Energia Atômica (IEA), hoje Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), em São Paulo, tiveram início os primeiros trabalhos na área.
Durante décadas, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) deteve o monopólio estatal da produção de radiofármacos no país.
Em 8 de fevereiro de 2006, foi promulgada a Emenda Constitucional N°49 que excluiu do monopólio da união a produção, a comercialização e a utilização de radioisótopos de meia-vida curta, abrindo espaço para a participação da iniciativa privada nesse segmento.

A Villas Boas

Neste cenário, há 16 anos, surgiu a Villas Boas Radiofármacos, a primeira empresa privada a produzir radiofármacos com cíclotron no Brasil.
Atualmente, contamos com duas unidades, localizadas em Brasília-DF e Eusébio-CE, responsáveis pela produção de 18F-FDG e o 18F-PSMA, que abastecem diversos hospitais e clínicas em todo o país.

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