Como funciona a captação do FDG?

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Captação

O FDG é uma molécula com estrutura muito similar à glicose que as células consomem para gerar energia (ATP). Ao entrar em contato com essa molécula, a célula não consegue diferenciar as duas. Assim, através das proteínas transportadoras na membrana celular (como o GLUT1), o radiofármaco entra no citoplasma.

Hexoquinase

Uma vez dentro da célula, ela sofre a ação da enzima Hexoquinase (HK), da mesma forma que aconteceria com a glicose comum. O resultado é a adição de um grupo fosfato, transformando-o em FDG-6P.

Captura de FDG em células
O FDG é absorvido pela célula mas não segue o mesmo metabolismo que a célula de glicose.

Metabolismo

Diferente da glicose, a molécula de fludesoxiglicose não consegue seguir os próximos passos do metabolismo para gerar energia e fica retida por mais tempo no interior da célula.

Imagem aproximada de radioisótopos visualizados no PET-CT
Quando o aparelho de PET detecta os fótons emitidos pelo radiofármaco, é possível localizar onde houve maior acúmulo, revelando o local da lesão com exatidão.

Flúor-18

O FDG-6P carrega em sua estrutura o Flúor-18, um radioisótopo. Como células tumorais ou inflamadas consomem muito mais energia que as demais, elas captam mais glicose; por consequência, elas acabam absorvendo mais moléculas de FDG e aprisionando uma maior quantidade desse isótopo radioativo.
O Flúor-18 é um emissor de partículas chamadas pósitrons. No corpo, o pósitron se aniquila com um elétron, gerando fótons. Quando o aparelho de PET detecta esses fótons, é possível localizar onde houve maior acúmulo de FDG, revelando a existência e o local da lesão com exatidão.

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